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Entrada de capital estrangeiro e regionalização dos investimentos “aquecem” setor imobiliário brasileiro
Estudo mostra que a perspectiva de o Brasil atingir a classificação de “investment grade”, tornando-se um ambiente seguro para o capital estrangeiro, pode gerar um boom imobiliário no País. Com um ambiente macroeconômico estável, o mercado imobiliário brasileiro vem se tornando alvo dos investidores estrangeiros.
Neste momento em particular, em que o setor é sacudido mundialmente por uma crise de proporções gigantescas, desencadeada pela inadimplência no mercado de hipotecas subprime nos Estados Unidos, nosso País aparece como uma alternativa segura para o capital internacional. E as perspectivas são ainda mais promissoras já que o Brasil está perto de atingir a classificação de “investment grade”, que o inclui na lista dos países seguros para os investidores internacionais. Quando isso acontecer, o que é esperado já para 2008, o montante de investimentos estrangeiros diretos que entrará no Brasil – hoje em torno de U$ 30 bilhões – deverá mais do que dobrar. A boa notícia é que uma fatia considerável desse total – algo como U$ 5 bilhões – será aplicada no setor imobiliário. Essas conclusões estão no estudo “Estabilidade Macroeconômica, Novos Investimentos e o Mercado Imobiliário Brasileiro”, que foi apresentado hoje (25/10) durante o VII Seminário da Sociedade Latino Americana de Estudos Imobiliários (LARES, na sigla em inglês de Latin American Real Estate Society).
Diante desse cenário otimista, o autor do trabalho, Cláudio César Paiva, doutor em Economia pela Unicamp e professor de mestrado em Planejamento Regional e Gestão de Cidades da Universidade Cândido Mendes (RJ), aposta em uma mudança de estratégia das principais empresas do mercado imobiliário brasileiro, entre elas Cyrela, Gafisa e Rossi. “Essas empresas vão aumentar cada vez mais o número de joint-ventures internacionais e buscar parcerias com construtoras e incorporadoras regionais para alavancar projetos em cidades do interior”, prevê.
As parcerias dos grandes players do setor com empresas regionais é necessária porque, para investir em mercados locais, as companhias de atuação nacional precisam do conhecimento em termos de localização de terrenos e demanda dos compradores que as pequenas possuem. Os chamados mercados cativos regionais – como Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Presidente Prudente, no Estado de São Paulo, e Campos e Macaé, no Rio de Janeiro, além de Vitória (ES) e Recife (PE) - tendem a sofrer modificações significativas, dependendo do grau de atratividade. “Esse processo, longe de ser um condutor de crise regional é, na verdade, um potencializador de oportunidades, onde os dois lados ganham: as empresas locais se capitalizam e as nacionais ganham novos mercados”, diz Paiva.
Fonte: Revista Fator
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