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Vendas de máquinas para construção civil crescem 53%

O mercado de máquinas para a construção nunca esteve tão aquecido. Construção civil, mineração, indústria, estradas e outras obras do governo e até o agronegócio -- à frente o setor sucroalcooleiro, com a construção de novas usinas e destilarias - puxaram as vendas de máquinas para a construção para 11,2 mil unidades em 2007, o que representa um salto de 53% sobre as 7,7 mil unidades de 2006.

"Para 2008, esperamos crescer 28,8%, chegando a 15,2 mil máquinas, ou seja, mais que o dobro das vendas de 2006, de 7,7 mil unidades", disse Roque Reis, diretor comercial da Case Construction, que tem cerca de 20% do mercado.

Entre escavadeiras, pá-carregadeiras, motoniveladoras, tratores de esteira, retroescavadeiras e minicarregadeiras, o setor deve movimentar este ano R$ 5,25 bilhões, segundo Reis. "Todos os segmentos da economia estão puxando o mercado, desde a mineração, que demanda máquinas pesadas, até o agronegócio, que usa máquinas para a construção de usinas e para a movimentação de bagaço da cana", afirmou.

Segundo os últimos dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as vendas internas de retroescavadeiras atingiram, nos quatro primeiros meses do ano, 611 unidades, ou 102,5% mais do que em igual período do ano anterior.

"Por enquanto, você não vê muitas obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), mas tem muita obra pequena que movimenta o mercado", diz Roque.

Transferência para o Brasil

O aquecimento do mercado doméstico também está sendo sentido pela JCB, empresa inglesa que possui uma fábrica de retroescavadeiras no Brasil.

Com um crescimento na faixa dos 40% nas vendas internas em 2007, a JCB do Brasil passou a importar equipamentos produzidos nos outros países pela empresa, que eram a princípio destinados aos mercados europeu e norte-americano, mas não encontraram demanda suficiente. O mercado brasileiro acabou utilizando esta produção, e, contabilizando o que foi importado, o aumento na venda de retroescavadeiras chega ao patamar de 100%.

"Estamos absorvendo as vendas de outros mercados internacionais da JCB, que estavam com a demanda caindo, principalmente nos Estados Unidos e na Europa", diz o gerente geral da empresa no Brasil, Sidney Matos.

Exportações

Segundo Roque Reis, da Case, o aquecimento do mercado de máquinas para construção não está restrito ao Brasil. " Na América Latina como um todo, as vendas devem chegar a 40 mil unidades, em comparação com apenas 10 mil em 2002", informa.

Formado por empresas como Case, New Holland, Caterpillar, Komatsu, Volvo, JCB, Hyundai, Randon e Massey Ferguson, o setor chegou a ser exportador no passado. "Hoje, com o aumento da demanda, o câmbio favorável e produtores competitivos feitos nos Estados Unidos e China, as máquinas importadas já representam 30% das vendas internas, e com tendência a crescimento".

Nem por isso, empresas com fábricas locais deixam de investir no aumento da produção. A CNH Brasil – que detém as marcas Case e New Holland, tanto para o setor de construção quanto para o agrícola – investe US$ 100 milhões na fábrica de Contagem (MG), que atende às duas marcas no setor de máquinas para construção. A companhia do grupo Fiat também investe na reabertura da unidade de máquinas para construção de Sorocaba, no interior de São Paulo.

Edson Álvares da Costa e Juliana Elias — Fonte: Gazeta Mercantil/Caderno C

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