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Preços dos imóveis sem alta significativa

Na semana passada, o colega Sebastião Ribeiro acompanhou o balanço do primeiro semestre do Sinduscon-RS. Abaixo, um texto que o Sebastião fez especialmente para o blog:

 

Apesar da alta dos juros _ reforçada com aumento de 0,75% na taxa Selic _ e da pressão inflacionária, os preços dos imóveis no Rio Grande do Sul e os custos do financiamento ainda não sofreram alta significativa, avaliam os sindicatos da indústria da construção civil (Sinduscon-RS) e dos corretores de imóveis do Estado (Sindimóveis-RS).

 

De acordo com o economista do Sinduscon-RS, Marco Túlio Ferreiro, entre o aumento da taxa básica e seus efeitos na "economia real", nas ofertas ao consumidor, há um período de tempo, que normalmente varia de três a seis meses. Ferreiro ainda afirma não ter constatado alta nos valores cobrados pelas construtoras pelas unidades ofertadas. O presidente do Sindimóveis e da Federação Nacional dos Corretores de Imóveis, Carlos Alberto Azevedo, tem opinião semelhante:

 

O impacto nos custos de materiais ainda não chegou ao preço final dos imóveis. (Quanto ao aumento dos juros), acredito que não terá grande impacto nos financiamentos, porque há uma superoferta de crédito e uma concorrência muito grande dos bancos _ afirma.

 

A alta dos preços é uma ameaça por causa da escalada dos custos de construção. O valor do CUB-RS teve crescimento de 7,42% apenas no primeiro semestre do ano. O que mais aumentou foi o custo da mão-de-obra (8,45%), seguido por equipamentos (7,12%), materiais (6,94%) e despesas administrativas (3,94%). Entre os materiais, item com mais peso na composição do CUB-RS, uma das altas mais expressivas foi a do aço, que aumentou 21,81% no semestre. O próprio boom da construção civil no ano passado e neste, bem como o crescimento da economia de países emergentes colaboraram para inflar a demanda e os preços dos insumos, não apenas no Brasil.

 

Uma das iniciativas, especialmente de pequenas e médias construtoras, para reduzir custos tem sido efetuar compras conjuntas por meio da Cooperativa da Construção Civil do Estado (Coopercon/RS), formada para dar mais escala às empresas no momento de negociar aquisições. Há cerca de um mês, um grupo de integrantes comprou 79 mil portas conjuntamente.

 

Fonte: Clicrbs

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