Alianças estratégicas marcam atual momento do mercado imobiliário
Franquias, participações acionárias e SPEs são as principais formas de aliança adotadas por construtoras e incorporadoras.
Para crescer de forma consistente e dar conta da demanda por novos empreendimentos, o mercado imobiliário paulistano vem adotando novos tipos de alianças estratégicas, como a utilização de franquias e joint-ventures com participações acionárias entre empresas. Os principais motivos para a adoção das alianças são a redução de riscos, a busca de novos mercados e a expansão geográfica, além da redução do ciclo do negócio imobiliário.
“De maneira geral, os instrumentos mais utilizados antes da atual fase de crescimento eram os consórcios, contratos, acordos formais e informais, que deixaram de ser interessantes por motivos administrativos e tributários”, diz a engenheira civil Denise Labate Batalha Vasconcelos, autora de estudo sobre as motivações das alianças estratégicas realizadas pelas incorporadoras imobiliárias na cidade de São Paulo entre 2005 e 2007.
“A forma mais recente de aliança é a utilização de franquias, tanto na etapa de vendas como na fase da construção”, destaca Denise. Outro aspecto importante são as fusões e aquisições, a exemplo da compra da Agra pela Cyrela, em junho último. “Isso indica que as alianças, por permitirem maior proximidade e intercâmbio entre as empresas, têm papel fundamental, facilitando o caminho para a fusão ou aquisição. Neste caso, as duas organizações iniciaram uma joint-ventures no começo de 2006”, analisa.
Entre as principais motivações para as alianças estão a viabilização do empreendimento, ganhos de escala, ganhos financeiros, compartilhamento e proteção contra riscos, acesso a recursos financeiros, crescimento empresarial, reputação e marca, know-how, redução de custos de transação e redução do ciclo do negócio.
De acordo com a pesquisa, os aspectos da formação e evolução das alianças são determinantes no seu sucesso, podendo-se citar a utilização da rede social dos gestores na busca de parceiros, a confiança e os cuidados na sua gestão e evolução. “Quando a gestão permite que cada um dos aliados conquiste os seus objetivos, a aliança alcança o sucesso. Por isso, os objetivos devem ser convergentes, mas não precisam, necessariamente, serem os mesmos”, ressalta a pesquisadora. Por outro lado, o que pode dificultar ou levar as alianças estratégicas a fracassarem seriam a desconfiança do parceiro, desinteresse pelo negócio e assimetria de aprendizado e informações.
Denise constatou duas formas de alianças estratégicas: horizontais e verticais. As alianças horizontais organizam-se, na maioria das vezes, para a gestão compartilhada da incorporação imobiliária, sendo que cada participante tem um papel no empreendimento objeto da aliança. Na maioria das vezes, são formatadas como joint-ventures, por meio de Sociedades de Propósito Específico (SPEs).
Já as alianças verticais, constituídas por organizações que se encontram em níveis diferentes da cadeia produtiva, são adotadas indistintamente entre incorporadores e seus fornecedores ou ainda com investidores. “Há situações em que os papéis se somam, quando fornecedores investem nos empreendimentos imobiliários”, detalha a engenheira.
Para ler o estudo na íntegra, acesse: http://mx.mackenzie.com.br/tede/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=485
Fonte: ImovelWeb