Preocupação ambiental chega às obras econômicas
Novas tecnologias e métodos construtivos permitem que os empreendimentos habitacionais, voltados ao segmento econômico, possam contar com tratamentos de esgotos e aproveitamento da água da chuva a custos reduzidos. A garantia é do arquiteto francês Jean Claude Laisné que palestrou em Porto Alegre, na semana passada, no seminário Franco-Brasileiro Alta Qualidade e Sustentabilidade na Construção Civil, promovido pelo Sinduscon/RS, Associação Rio-grandense dos Estagiários na França e governo daquele país.
Em seu país e nas principais nações da Comunidade Européia, os novos prédios são obrigados a reduzir em pelo menos 50% as emissões de carbono e de resíduos, além de construir reservatórios para aproveitamento da água da chuva e de tratamento parcial de dejetos. Uma solução para baratear os custos, sugere o especialista, é construir prédios em áreas próximas ao centro da cidade, o que torna a adoção das práticas sustentáveis mais baratas. Por aqui, no entanto, apesar do bom momento do setor imobiliário para todas as classes sociais, os juros ainda são maiores se comparados aos praticados na França.